martes, 4 de mayo de 2010

Em Pelotas ou "en pelotas"?


Que o doce brasileiro é caracterizado por ser muito doce, todo mundo já sabe. É quase como a pimenta na comida mexicana.

Mas seria o doce de pelotas o mais doce do Brasil?

Me questiono quanto a quantidade de açúcar nos doces brasileiros e até mesmo nos portugueses (não falo de saúde aqui, vamos deixar esta de lado um pouco e falar de sabor).

Assim como o sal, o açúcar também pode saturar o paladar se utilizado em grande excesso, ou potencializar-lo se utilizados em quantidades "corretas". Portanto, aos apreciadores do sabor, não deveriamos rever o excesso de dulçor em certos doces e sobremesas brasileiros?

Ao mesmo tempo, penso contraditoriamente, se seria um doce feito com produtos brasileiros, porém menos doce, descaracterizado de ser brasileiro? Ou melhor, um "doce não tão doce" pode ser considerado pelotense?

martes, 9 de marzo de 2010

Visitinha ao Brasil

A gente estranha, eu diria.
Primeira coisa que eu me identifiquei: logo após 10 horas de uma longa viagem, te colocam uma hora numa FILA.
Caiu a ficha! "É eu tô no brasil".
No segundo dia vou no supermercado e o cheiro das goiabas me seduziram. Goiabas más, muitooo más.
Logo depois vem a picanha. Ui, ponto fraco do gaúcho. Carneeee!!!!
A decepção veio mesmo de momento no chocolate. Mas isso é algo que deixo que resolva a minha psicologa.
Quebro a cabeça um dois dias, para ver como me adaptarei do outro mundo para cá!
Mas é diferente....
Atrás das diferenças, encontro oportunidades.

viernes, 6 de noviembre de 2009

Contra o "puramente estético"

Pois então, chamo aqui de "puramente estético" tudo aquilo que utilizamos para enfeitar um prato e SOMENTE para isso. Exemplos: arvores de tempero, flores de tomate, exageros de caramelo, esculturas de legumes.
Tá, concordo que comemos com os olhos, mas parto do principio que se eu me formei em gastronomia, exigi para me tornar uma "cozinheira que pensa" e não uma que meramente reproduze receitas (por mais difícil que seja a minha propria escola ter aceitado isso). Poxa vidaaaa! O MÍNIMO que eu posso concluir é de que tudo que eu ponho no meu prato DEVE ter um porque.
O que eu nao entendo é por que RAIOS existe essa mania de colocar folha de hortelã em tudo que é sorvete e galho de tomilho por cima do filé!
Por acaso o molho do filé leva tomilho? Se sente? Se sim, ok, atéééé dá pra entender, mas por favor me digam quem come galho, pois eu como as folhas apenas e se me dão um galho a única coisa que faço é deixar-lo de lado.
Physalis pra enfeitar? Sem essaaaa!!!
Solução? Fazer caramelos com sabor, utilizar folhas que provoquem o aumento da sensaçao da matiz de sabor e que além de estético também acrescente e muito ao prato!

domingo, 30 de agosto de 2009

Inimigos

Estava eu pensando ontem que considero a preguiça, a pressa e a falta de atenção os 3 piores inimigos de um cozinheiro (até porque exitem muitos além destes).
O preguiçoso pula etapas, o apressado come cru e o sem atenção se queima.

martes, 11 de agosto de 2009

viernes, 10 de julio de 2009

Complexo de relatividade

Já ouviram falar que as pessoas não gostam daquilo que não conhecem? Pois bem, que mania de todo mundo falar que não curte confeitaria e de separar a confeitaria da gastronomia no geral. A desculpa sempre é: A confeitaria é exata, chata, tudo se coloca em gramas, blá blá blá.
Ok, não vou discordar que a chave da confeitaria está na precisão, mas também não tenho que concordar que a pessoa que faz um prato salgado (digo, que não faça parte da confeitaria) pode simplesmente mudar a receita toda, já que uma receita existe justamente para se seguir um padrão. Até porque, se muda esta, aquele tal prato já não é o mesmo, meio obvio não?
Agora vamos dar mais uma volta em torno do nosso umbigo e continuar...
E o que ocorre se tu muda uma receita? Ahhh, ficou possivelmente (ou realmente) melhor do que era antes. Volto a dizer, temos a faca e o gume na mão (a técnica e os ingredientes) e ao invés de unirmos estes para potencializarmos o sabor e elevarmos estes ao máximo, fazemos tudo sem pensar e meramente por reprodução ou por tentar ser criativo.
E se tu vai trabalhar em um restaurante com fichas técnicas e não segue a receita, muda-se o padrão, correto? Mas isso (de padrão) não seria muito parecido com a tal confeitaria??? Para tudooo!!! Aquela que todos não gostavam pela precisão?
Desculpa. Mas a única coisa que posso dizer é que pra errar uma receita doce é fácil, pra uma salgada, pode-se ainda tentar corrigi-la. Acho que esse é o verdadeiro medo, errar e de usar uma balança (o que eu já chamaria de preguiça).
Por isso... tudo torna-se muito relativo, tu pode ter feito algo muito bom (e olha que o bom também é relativo, o que é bom pra mim não necessariamente é bom para você), não ter seguido receita, assim como pode ter feito algo pior do que era a receita, mas no final, se alguém gosta, ainda ficou bom, né?
Assim... como existe gente que gosta de bolo abatumado. Eu conheço... acreditem.
Relativo, tudo muitoo relativo, gostos, receitas, momentos...

domingo, 5 de julio de 2009

Trabalho

Bom, pros curiosos de plantão deixo um video do momento de intervalo no meu trabalho. Notem o subchef fazendo caretas, o clone italiano do marcelinho da t3 e meu chef explicando do porque eu não deveria filmar eles olhando as mulheres na rua.
Cozinheiro é uma "raça" braba mesmo.